Elis Tuxá

Elis Tuxá

Impacto

A forma de se expressar de Elis Tuxá é a extensão do olhar de uma mulher indígena. Através dela, a poesia da vida é tratada de forma atemporal e ancestral. Compreende que fazer arte é entender que somos mutáveis, pessoas únicas que se conectam com a natureza através dos sentidos. Leva a resistência do seu povo onde quer que esteja, finca suas raízes onde for preciso para que o nome da sua comunidade ecoe nos espaços.

Acredita que a natureza da mata é sagrada e precisamos nos aproximar dela para entender o significado da própria vida.









História

Elis Cá Arfer Tuxá é pesquisadora, fotógrafa e graduanda em psicologia.
Cresceu correndo e brincando na terra com os seus, na aldeia Tuxá em Rodelas, na Bahia. O que fortalece seu corpo e história na fotografia é sua pisada no território ancestral, no toré, e principalmente, banhando no rio Opará, que é como chamam o Rio São Francisco. Gosta de cultivar momentos de amabilidade, um bom chá, árvores despidas e sombras suaves. Desde criança sente que existe uma comunicação com os seres da natureza, que a faz presente e que pede constantemente para que esteja presente na vida terrena, e lembram que seus guias estão em cada canto da natureza.

Seu olhar através da fotografia é guiado pelos encantados, são eles que transformam o que é ordinário para uns em extraordinário para ela. Usa essa ferramenta como um meio para ecoar vozes indígenas e se fazer presente em espaços antes inimagináveis. Por isso, nos últimos anos tem se dedicado a exposições artísticas fotográficas, produções audiovisuais e literárias que possibilitem um maior alcance da história do seu povo.

A beleza, para ela, é a música de verdade cantada pelos Tuxá ao redor do mundo, ecoando as mais lindas fontes de fé e coragem. Crê que existe beleza nas pequenas coisas, e que precisamos enxergar o quão belas elas são.









Quem faz

As produções indígenas são sempre feitas em coletividade, assim como nos rituais de cuidado, nas lutas e toré. Em um rio não se faz uma onda sem que toda a água se movimente, e o mesmo acontece com o processo de construção de uma obra.

O processo de criatividade da artista se dá a partir da conversa com os anciãos e com as memórias coletivas da comunidade Tuxá. Além de cada sujeito que se atravessa e é atravessado durante outras produções, mas sempre existe alguém, sempre. Não se faz arte sozinha.









Produtos

No que se refere à manutenção cultural indígena, a tradição tem sido passada pelo uso das palavras e os "donos" delas são os anciãos. Esses são os guardiões desses saberes ancestrais e têm a responsabilidade de compartilhá-los com as gerações mais jovens. Dessa forma, na aldeia Tuxá, usa-se desse importante artifício para manter viva a História, os costumes e as tradições culturais.

Dentre as diferentes tecnologias existentes, a gravação por vídeo e fotografia tem se destacado como uma importante ferramenta de mediação cultural, absorvida e incorporada de forma significativa pelos povos indígenas. Caracterizada pela combinação de imagens em movimento, sons e narrativas, esse formato possui elementos que se alinham de maneira singular às características comunicativas indígenas, como a oralidade, a expressão artística e a corporalidade.

Impacto

A forma de se expressar de Elis Tuxá é a extensão do olhar de uma mulher indígena. Através dela, a poesia da vida é tratada de forma atemporal e ancestral. Compreende que fazer arte é entender que somos mutáveis, pessoas únicas que se conectam com a natureza através dos sentidos. Leva a resistência do seu povo onde quer que esteja, finca suas raízes onde for preciso para que o nome da sua comunidade ecoe nos espaços.

Acredita que a natureza da mata é sagrada e precisamos nos aproximar dela para entender o significado da própria vida.









História

Elis Cá Arfer Tuxá é pesquisadora, fotógrafa e graduanda em psicologia.
Cresceu correndo e brincando na terra com os seus, na aldeia Tuxá em Rodelas, na Bahia. O que fortalece seu corpo e história na fotografia é sua pisada no território ancestral, no toré, e principalmente, banhando no rio Opará, que é como chamam o Rio São Francisco. Gosta de cultivar momentos de amabilidade, um bom chá, árvores despidas e sombras suaves. Desde criança sente que existe uma comunicação com os seres da natureza, que a faz presente e que pede constantemente para que esteja presente na vida terrena, e lembram que seus guias estão em cada canto da natureza.

Seu olhar através da fotografia é guiado pelos encantados, são eles que transformam o que é ordinário para uns em extraordinário para ela. Usa essa ferramenta como um meio para ecoar vozes indígenas e se fazer presente em espaços antes inimagináveis. Por isso, nos últimos anos tem se dedicado a exposições artísticas fotográficas, produções audiovisuais e literárias que possibilitem um maior alcance da história do seu povo.

A beleza, para ela, é a música de verdade cantada pelos Tuxá ao redor do mundo, ecoando as mais lindas fontes de fé e coragem. Crê que existe beleza nas pequenas coisas, e que precisamos enxergar o quão belas elas são.









Quem faz

As produções indígenas são sempre feitas em coletividade, assim como nos rituais de cuidado, nas lutas e toré. Em um rio não se faz uma onda sem que toda a água se movimente, e o mesmo acontece com o processo de construção de uma obra.

O processo de criatividade da artista se dá a partir da conversa com os anciãos e com as memórias coletivas da comunidade Tuxá. Além de cada sujeito que se atravessa e é atravessado durante outras produções, mas sempre existe alguém, sempre. Não se faz arte sozinha.









Produtos

No que se refere à manutenção cultural indígena, a tradição tem sido passada pelo uso das palavras e os "donos" delas são os anciãos. Esses são os guardiões desses saberes ancestrais e têm a responsabilidade de compartilhá-los com as gerações mais jovens. Dessa forma, na aldeia Tuxá, usa-se desse importante artifício para manter viva a História, os costumes e as tradições culturais.

Dentre as diferentes tecnologias existentes, a gravação por vídeo e fotografia tem se destacado como uma importante ferramenta de mediação cultural, absorvida e incorporada de forma significativa pelos povos indígenas. Caracterizada pela combinação de imagens em movimento, sons e narrativas, esse formato possui elementos que se alinham de maneira singular às características comunicativas indígenas, como a oralidade, a expressão artística e a corporalidade.